Vamos falar de coisa séria?

Faz um tempinho que a gente não bate um “papinho cabeça” por aqui.

Eu admito que não sabia, mas hoje, 25 de Novembro, é o dia Internacional da Luta pelo fim da Violência contra a Mulher.

Por que essa data?
como justa homenagem a “Las Mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960″.

Esta data foi instituída em 1999 pelas Organizações das Nações Unidas e representa um marco na luta pelo direitos das mulheres.

Existem alguns números que achei importante apresentar para vocês, caso não conheçam. Segundo a ONU, uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital. Além disso, conforme dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 2009 e 2011, uma mulher morreu no Brasil a cada hora e meia, decorrente da violência masculina.

Isso é chocante.

A violência contra mulher é um caso de saúde pública e um dia como o de hoje é muito importante para mobilizar a sociedade e abrir os olhos de todos para este assunto.

Existem diversos tipos de violência, não apenas a física/sexual, mas também a verbal e psicológica. Elas acontecem com muito mais frequência e muito mais próximo do que podemos imaginar.

É de conhecimento geral que em algumas regiões, a violência contra a mulher é cultural, mas ela não acontece apenas longe. Muitas de nós sofrem caladas e vivem esse pesadelo em suas casas, nas nossas cidades, em nossos bairros…
Muitas mulheres permanecem nesses ambientes por se imaginarem sem saída ou sofrerem ameaças de todos os tipos.

Se isso está acontecendo com você, procure ajuda de amigos, família ou da justiça.
Lembrem-se que a violência não é apenas física, mas ofensas e xingamentos também não podem ser aceitos.
E se essa realidade não faz parte da sua, graças a Deus, não vire a costas e finja que não existe. Faça sua parte, repasse essa mensagem, leia e se informe.

Não tolere e não seja cúmplice da violência contra a mulher.